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Gay. Post por post.

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Lixo.

30/05/2012 — 1 Comment

É assim que estou me sentindo.

Amor.

29/05/2012 — 1 Comment

No fim da sexta-feira anterior àquele sábado, recebi uma correspondência do meu banco. Era um vale-presente de um site de artigos esportivos, que havia trocado por pontos do cartão de crédito. Resolvi dar o vale de presente a Rodrigo, pois ele estava precisando de algumas camisetas para academia. Ele ficou feliz, e logo fez a compra pela internet. Mal sabíamos, entretanto, que tal gentileza não teria a relevância esperada, pois, na tarde do dia seguinte, estaríamos terminando nosso relacionamento.

Eu tentei seguir meu caminho. Marquei um encontro com um rapaz que conheci pelo Facebook. Fizemos um passeio extremamente agradável, e gostei muito dele. Bonito, inteligente, simpático. No dia seguinte, o convidei para que viesse em casa. Ficamos. Nos beijamos. Porém, não passamos disso. Eu não consegui. Não consegui ficar relaxado, desprender-me das memórias. Travei.

Nesse dia, senti-me extremamente triste. Senti desespero. Solidão. Senti falta de ser abraçado, acariciado, zombado, beijado por Rodrigo. Até enviei uma mensagem de arrependimento, mas, por sorte, a mensagem nunca chegou. Acho que não seria justo. Não nesse tempo. Não nesses modos. Não nessas circunstâncias. Ali, percebi o quanto eu ainda amava Rodrigo.

Saí com esse rapaz por mais algumas vezes. Porque eu realmente havia gostado dele. Fomos ver algumas exposições no MAM. Visitamos a Pinacoteca. Caminhamos pela Paulista. Batemos papo no Ibirapuera. Mas eu sabia que não teria nada mais além do que uma amizade colorida. Embora eu e ele não quiséssemos apenas sexo, também não queríamos nada sério. Afinal, o rapaz fará um intercâmbio no Canadá, e ficará por lá durante um ano. Eu e ele gostávamos da companhia um do outro, num momento em que ambos necessitavam de certo grau de afeto. E era o que estávamos fazendo: companhia, um para o outro. Apenas.

Quatro dias após o término, mandei uma mensagem para Rodrigo, dizendo que, embora tivéssemos terminado o namoro, eu gostaria de manter contato, de sermos amigos. E ele concordou. Na ocasião, combinamos de nos vermos para que eu pudesse entregar as camisetas que ele havia comprado com os vales dados de presente. Domingo à tarde foi o que combinamos.

Peguei o pacote, coloquei-o na mochila, e fui a seu encontro, efetuar a entrega. Após uma viagem de trem que durara uma hora e meia, na estação, encontrei com Rodrigo nas catracas, e minha intenção era a de entregar o pacote e logo ir embora. Porque, por mais que eu estivesse disposto a seguir meu caminho e a cultivar boa amizade, ainda sentia algo muito forte. Sabia que, vê-lo apenas uma semana após o término, não me faria bem. E, de fato, não fez. Porque, certamente, iria querer saber o que ele tinha feito nesse meio tempo. E foi o que fiz. Rodrigo respondeu. E foi como se uma espada tivesse cortado meus intestinos.

Ele já tinha saído com um cara. Mas, ao contrário de mim, ele não travou na hora do sexo. Foi até o fim. Apesar de eu ter ciência de que tanto eu quanto ele não tínhamos mais nada, saber que o cara que você ainda amava conversou com um desconhecido, flertou com um desconhecido, entrou no carro de um desconhecido, foi até o apartamento de um desconhecido, e transou com um desconhecido, foi uma coisa terrível. Terrível. Ainda mais sabendo que quem deu causa à tudo aquilo, tinha sido eu!

Perguntava-me: “Por que raios eu estou me importando tanto? Por que eu estou destruído, depois de saber disso? Por que raios eu fui perguntar sobre os atos dele, se eu já sabia que não gostaria da resposta? Por que cargas d’água, eu terminei o namoro?”

A resposta: eu ainda o amava.

E eu disse a Rodrigo, naquela noite de domingo, enquanto caminhávamos pelas ruas próximas à estação de trem, que eu ainda o amava.

E esse amor doía pra caralho. Me dava raiva. Me dava angústia. Mandei uma mensagem, durante o trajeto de volta, ainda na composição:

“Nunca mais quero te ver. Não fale mais comigo. Espero que seja feliz. Adeus.”

E ele me respondeu:

“Assim seja feita sua vontade! E, desculpe pela próxima frase, mas… O causador disso tudo foi você. Seja feliz, pois sua felicidade não está comigo. Adeus!”

Respondi:

“Foda-se. Literalmente.”

E ele devolveu:

“Você está me provocando… Obviamente que vou me foder, e com alguém que saiba me foder. E com alguém menos instável e mais coerente e que se proponha a fazer o que não gostaria que o outro fizesse. Babaca.”

“Boa sorte.” – Disse eu.

Em casa, lá pelas duas da manhã, deitei-me, finalmente, na cama. E entre reviravoltas nos lençóis, após infrutíferas tentativas de cair no sono, peguei meu celular e mandei-lhe uma última mensagem.

“Eu realmente quero sentir raiva de você. Ah, como eu queria. Mas não consigo! Não consigo! Por que você não sai da minha cabeça? Por quê? Porque é que eu me sinto destruído por dentro, depois de saber que você transou com um outro cara? Eu não quero mais sentir isso! Não quero! Maldita hora de ter quisto saber de suas últimas atitudes!”

Um minuto depois, Rodrigo me ligou. Atendi. E comecei a chorar. Chorar muito. Chorei de tudo. De raiva, de dor, de tristeza, de agonia. Não suportava saber que Rodrigo tinha ido para a cama com outro. Tinha percebido que nunca havia deixado de amá-lo. Nosso relacionamento poderia ter esfriado. Nós poderíamos ter caído na rotina. Mas o amor que eu sentia por ele, e que eu ainda sinto, nunca tinha ido embora. Estava meio escondido, sim, admito. Mas, quando deparei-me sem Rodrigo, pude ver, claramente, que eu ainda o amava.

Nó.

28/05/2012

Olá.

Sei que é uma puta falta de sacanagem, ficar fazendo suspense. Mas o blog é meu e eu faço o que eu bem entender.

Brincadeira.

Aconteceu uma coisa comigo, nesse domingo, que simplesmente me deixou sem chão. Mas, felizmente, consegui recuperá-lo, e estou maravilhosamente bem!

Assim que as coisas se acertarem direitinho, volto aqui e conto pra você.

Quero também aproveitar e agradecer pelos comentários. Adorei cada um deles. De verdade.

É uma honra, escrever aqui, e ter você como leitor. Mesmo.

Um abraço oriental pra ti.

SG.

Limpeza.

22/05/2012 — 5 Comments

Faz tempo que eu não arrumava a casa totalmente sozinho. Após cada varrida, passada de pano e acomodação de pertences, fui percebendo que, naquele momento, um novo SG tinha que nascer. A metade direita do guardarroupas já não abriga mais as roupas dele, tampouco estão cheias as prateleiras do sapateiro. Limpei o banheiro, que não necessita mais da presença de uma segunda escova de dentes. A geladeira não precisa mais de tantos alimentos. E o varal não precisa mais secar tantas roupas.

Não estou dizendo que essas mudanças são um alívio. Ou que eu estou mais feliz agora. Não são. Não estou. Eu sempre desejei, e escrevi aqui sobre isso, dividir meu guardarroupas, meu banheiro, minha geladeira e meu varal com alguém. Por três meses, eu fiz isso, com alguém que, por outros sete, dividiu sua vida comigo. Sou muito grato a ele. Demais. Muito mais do que fui com qualquer outra pessoa que conheci.

Ele sabe muito bem, o quanto fui egoísta, e o quanto esse egoísmo foi destruindo, pouco a pouco, o amor sentido por mim, e também o amor sentido por ele. Eu exigia comportamentos dele que eu mesmo não me propunha a cumprir. Fazia algumas coisas onde a atenção não era o casal, e sim eu mesmo. Pensava que compartilhar era ceder metade do guardarroupas, metade do sapateiro, metade do varal, metade da geladeira. Metade da cama. Mas não. Compartilhar não é dividir pela metade. É unir. Às vezes, o outro precisa mais do que a metade do guardarroupas. Em outras, precisa de apenas um terço. Dividir não é recortar todas as coisas com extrema exatidão simétrica. Dividir é perceber o que o outro necessita, e tentar oferecer isso. Dividir é doar parte da sua parte. Dividir é doar toda a sua parte, se for preciso.

Nós dois tentamos, e conseguimos passar por momentos muito bonitos. Não posso dizer que nosso namoro não deu certo. Ele deu certo, só que por 10 meses. O tempo tratou de mostrar que eu não era mais o rapaz certo para dividir com ele todas as coisas. Também mostrou que ele não era mais o rapaz com o qual queria dividir todas as coisas. E quando duas pessoas não querem mais dividir uma com a outra, inevitável é a divisão que divide (e não a divisão que une).

Ainda não me tornei no novo SG que devia nascer. Mas espero que meu próximo namorado o conheça, e o faça ter sempre vontade de se renovar, sem que, para isso, o novo SG precise arrumar a casa.

Sozinho.

Aperto.

21/05/2012 — 7 Comments

Estou com o coração apertado. Muito apertado. Ao mesmo tempo em que estou aliviado, por ter resolvido uma questão que só estava prejudicando a mim e a ele, estou desolado com o jeito que tudo terminou.

A cena de ver Ric chorando ainda persiste na minha mente. Não passo dois, três minutos distraído com algo, a imagem reaparece. Parece que uma prensa fica esmagando minhas coronárias e levando agonia para minha garganta. Uma tristeza profunda me abate.

Sinto culpa. Sinto remorso. Sinto um desespero por não poder fazer nada.

Nunca vou me perdoar, por ter desapontado alguém no amor. Porque eu já senti isso na pele. E vi, a olho nu, esse sofrimento pelo viés de quem causou tudo isso.

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