/SOUGAY

/SOUGAY

Gay. Post por post.

You can scroll the shelf using and keys

A Sociedade.

06/01/2013 4 Comments

Ontem, eu e o RIc fomos com alguns amigos a uma balada, aqui em São Paulo, numa casa chamada “The Society”. Já havíamos ido uma vez para lá, no início do ano passado e, desde então, nunca mais saímos para fazer esse tipo de programa.

Eu sou um zero à esquerda, quando o assunto é balada. Não bebo, não danço, não gosto de 95% das músicas que são tocadas e, sinceramente, abomino excesso de pessoas num mesmo local e todo o desconforto que isso oferece. Só acho legal quando alguém chega em você e diz que te achou um gato.

O que não ocorreu comigo, como sempre. Acho que a razão disso é por eu fazer carão, mesmo sem querer. Muita gente já veio me revelar que, antes de me conhecerem melhor, achavam que eu era metido e nojentinho, o que não é verdade. Ou, então, as pessoas olhavam (o que eu não tenho certeza, pois estava sem óculos, isto é, completamente cego) e esperavam que eu tomasse alguma iniciativa, coisa que jamais seria capaz de fazer.

Ric, por sua vez, com sua cara de menino simpático e ingênuo, parece que cativa mais os homens e pelo menos dois caras chegaram nele. O último, na fila do bar, chegou dizendo, entregando-lhe sua comanda:

- Oi, você pode pegar uma cerveja e uma tequila para mim?

Ric, solidarizando-se pela situação do estranho, pediu as bebidas. Quando foi entregá-las, o sujeito não pestaneja.

- Obrigado, querido! Mas a tequila é pra você.

- Haha! Obrigado, mas eu não bebo! Fica pra você. – Respondeu Ric, entregando-lhe a comanda.

Dois minutos se passaram, e Ric desconfiou que a comanda que ele portava não era a dele, e sim daquele estranho. Resolveu voltar ao balcão do bar, para conferir, e não deu outra. R$ 120,00 de despesas estavam marcados, sendo que ele havia pegado dois refrigerantes. Nosso amigo sugeriu que ele dissesse ao balconista que havia perdido a comanda, assim, ela seria bloqueada e o saldo certo seria transferido para uma nova.

O interessante é que Ric ficou com a comanda do sujeito…

Sei que não é o certo. Mas até que me senti vingado. Quem manda dar em cima de namorado alheio?

Há Exatos 2 Anos: Mundo pequeno.

08/12/2012 7 Comments

Ontem, durante o almoço, estava a comentar com meu pai sobre o jantar de confraternização que eu e meus amigos estamos querendo promover, para comemorarmos a formatura, junto com familiares e outros amigos.

- E, depois do jantar, estamos querendo ir à uma baladinha, eu, a Ciclana, o Beltrano, a Fulana e a Beltrana.

- Hummm… você não tá pensando em ir naquela casa noturna ali da São Paulo, né? (Ele se referia à Jambos, uma boate gay) Porque ontem, enquanto a gente esperava pelo jogo (de futebol) lá no clube, estava conversando com um cara que é dono de uma empresa de segurança, que presta serviços para essa boate. Ele disse que lá só tem promiscuidade… é uma sem-vergonhice do caramba! É homem se esfregando em outro, e outras coisas que não quero nem comentar…

- Não, pai, não queremos ir até lá. Estamos pensando em ir no Porto Café, que fica perto do Avenida…

- Você nunca foi naquela boate, né?

- Ah, pai, já fui, sim… umas três ou quatro vezes. Mas já faz tempo, hein?

[silêncio]

- Bom, ainda bem que você não vai ao clube com muita frequência… vai que esse meu colega de futebol te reconhece nessa tal boate aí… esse mundo é pequeno! Olhe lá o que você me apronta…

- Sim, pai. É pequeno, mesmo…

Essa é uma das coisas ruins de se morar numa cidade de 350 mil habitantes. Todo mundo acaba conhecendo todo mundo. E sabendo de todo mundo.

Texto originalmente publicado em 8 de Dezembro de 2010.

Hey!

24/11/2012 5 Comments

Gente! Como vão? Quanto tempo!

Eu sei. Sumi. E nem vou tentar inventar desculpas, pois não há como. Simplesmente parei de postar por pura… falta de vontade de postar. E são TANTAS coisas novas para contar, que nem sei por onde começar…

Ric e eu voltamos a namorar. Você pode pensar: “Caramba! Esses dois parecem bumerangues!” Não está de todo errado. Porém, desta vez, parece que não nos lançaremos ao vento, pela enésima vez. As coisas estão muito bem, como você pode ver pela foto do início do post.

Outra excelente notícia: fui efetivado na empresa em que trabalhei como trainee, nos últimos 18 meses! Para comemorar, comprei uma bicicleta! Finalmente, irei tirar minhas pernas do ostracismo e aproveitar as ciclofaixas paulistanas aos domingos! Minha saúde, minhas coxas e minha barriguinha gordurosa agradecem! Tenho que cuidar do corpo, pois, em 2013, precisarei de muita saúde para enfrentar academia, trabalho, pós-graduação, afazeres de casa e, logicamente, namorado!

Ufa! Muita coisa, né? Queria ter a criatividade e o gás para fazer textos mais elaborados sobre cada novidade dessa, mas… enfim. É o que temos para hoje.

Um grande abraço!

SG.

Há Exatos 2 Anos: A bolha estourou.

19/11/2012 15 Comments

Passei meus últimos 22 anos encarcerado.

“Putz… o cara já é grandão e fica aí chorando que  nem um adolescente…” – você poderia pensar.

E com razão.

Eu realmente tenho essa noção de que estou aumentando demais as proporções das coisas, principalmente daquelas que digam respeito a afetos. No entanto, tudo isso é uma reação involuntária minha. Porque, de fato, no campo amoroso, sou tão maduro quanto um adolescente de 15 anos.

Quando tinha 15 anos, nem passava pela cabeça a ideia de ficar ou namorar. Seja com um garoto, muito menos com uma menina. Sabia que não gostava do sexo oposto. E era muito tímido e inseguro, para tentar qualquer coisa com garotos. Nessa idade, era um típico “nerd” no colégio. Alto, magrelo, sempre com a cara enfiada nos livros. No recreio (que saudade dessa palavra), ficava na biblioteca, lendo alguma coisa ou entravando uma discussão política  com meus amigos nerds. E fugia das aulas de educação física. Fugia também das festas e das baladinhas.

Ficava numa bolha.

Aos 16 anos, eu dei meu primeiro passo para melhorar minha “nerdice”. Me matriculei numa academia. Comecei a malhar.  Aos poucos, fui melhorando meu visual, fui ganhando músculos… comecei a melhorar o recheio da camiseta. Mas outra coisa me incomodava tremendamente: espinhas. E continuava dentro da bolha.

Um tormento acabar com elas. Já tentei de tudo: Acnase, Pure Zone, limpeza de pele (como doía!)… até que comecei a tomar Roacutan. Muito trabalhoso esse tratamento, que durou 8 meses. Mas o resultado foi satisfatório. Acnes, nunca mais. Mas a bolha… ainda existia.

Com a cara limpa e um corpo mais ou menos sarado, minha autoestima melhorou bastante. Ainda estou nesse processo de imagem pessoal, mas as coisas estão indo razoavelmente bem. Então, no início deste ano, decidi, de vez, estourar a bolha.

Fui à uma balada gay.

E aí, neste ano, 2010, foi como se tivesse 15 anos de novo. Um adolescente tendo o seu primeiro contato com a pegação. Finalmente deixando a infância inocente para trás. Tudo tem sido novo pra mim, principalmente a dor de cotovelo. Pra você ter uma ideia da minha falta de experiência, eu era BV até o início deste ano.

[pausa dramática]

Você tem ideia do que isso significa? Gente… acho que, na verdade, tenho 12 anos, ao invés de 22.

E aí, em menos de 1 ano, eu deixo de ser BV e também V. Saio do armário. Namoro. Termino. Fico. Reato. “Retermino”. É muita informação para ser processada, em tão pouco tempo, durante um ano atribulado e tenso que tem sido 2010.

Ainda bem que tenho este blog e pessoas ao meu lado. Assim, eu fico menos desesperado, nessa tremenda confusão em que minha vida se tornou, sabendo que não estou sozinho neste mundo redondo (música melancólica ao fundo).

Texto originalmente publicado em 19 de Novembro de 2010.

Há Exatos 2 Anos: Valores.

07/10/2012 2 Comments

Gostei de São Paulo.

Mas me senti um alienígena nesse caos.

Estou desesperado em voltar pra minha cidadezinha de 340 mil habitantes, quatro shoppings, um voo a cada duas horas e distâncias caminháveis.

Texto originalmente publicado em 7 de Outubro de 2010.

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 30 other followers